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CNM-CUT e FEM-MG debatem organização e trabalho de base

11/08/2017

A Escola Sindical 7 de Outubro sediou o encontro do Coletivo de Formação dos Metalúrgicos, promovido pela CNM-CUT e FEM-MG, nesta quinta e sexta-feira.

Escrito por: Emanoel Sobrinho, educador da Escola 7

 

O Encontro do Coletivo de Formação dos Metalúrgicos aconteceu nos dias 10 e 11 de agosto, na Escola Sindical 7 de Outubro, no Barreiro, bairro de tradição operária da capital mineira. O evento reuniu secretários de formação dos sindicatos filiados à Federação Estadual dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FEM-MG) e contou com a participação de José Roberto Nogueira (Bigodinho), secretário de formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM).

Durante a mesa de abertura do encontro, na manhã do dia 10 de agosto, participaram Marco Antônio, presidente da FEM-MG, Gilmar de Souza, secretário de formação da CUT-MG e Adilson Pereira, coordenador geral da Escola Sindical 7 de Outubro, e Bigodinho, pela CNM-CUT, sob a coordenação de Alexandra Amaral, secretária de formação da FEM-MG. Além de saudar os participantes, os integrantes da mesa de abertura analisaram os desafios conjunturais enfrentados pela classe trabalhadora.

Bigodinho explicou que o encontro é uma das ações previstas pelo planejamento da secretaria nacional de formação da CNM-CUT. Para ele, com o atual cenário de crise do capitalismo e de ataque dos direitos da classe trabalhadora, discutir estratégias de fortalecimento da ação sindical no local de trabalho é fundamental para melhor defender os interesses dos trabalhadores por condições dignas de trabalho e vida. Por isso, neste encontro, demos maior ênfase ao tema da Organização por Local de Trabalho, disse Bigodinho.

Para Alexandra, a formação tem papel relevante para a construção de mecanismos de resistência e organização da classe trabalhadora dentro do local de trabalho. A CNM-CUT, CUT-MG e a Escola Sindical 7 de Outubro são atores indispensáveis para o desenvolvimento de processos formativos dos metalúrgicos de Minas, afirmou Alexandra. Ela acredita que apostar na formação é uma das condições necessárias para reveter o desmonte do Estado e dos direitos sociais dos trabalhadores brasileiros.

Alexandra também agradeceu a contribuição do Levante Popular da Juventude e da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) pela troca de experiências sobre organização e trabalho de base, através da militante Nathalia, que atua na coordenação estadual do Levante e na MMM. Assim como, ela também manifestou agradecimento às reflexões promovidas pela Escola Sindical 7 de Outubro sobre o tema Organização por Local de Trabalho sob a ótica da CUT, através do educador Emanoel Sobrinho. 

 

OLT e as transformações no mundo do trabalho

O tema OLT é um dos pilares do projeto político-organizativo da CUT e visa fortalecer a participação dos trabalhadores no controle dos processos de produção e gestão do trabalho nas empresas privadas e públicas, a partir da compreensão de que o local de trabalho é um espaço público e de interesse coletivo. 

Diante das transformações do mundo do trabalho, a compressão sobre a organização dos trabalho no espaço de produção ganhou novas dimensões, abarcando novas formas de Organização e Representação Sindical de Base (ORSB). Na CUT, a concepção de ORSB buscou aumentar a ação sindical dos trabalhadores para enfrentar as estratégias empresariais de cooptação, exploração degrandante da força de trabalho (precarização) e práticas antissindicais, a partir do advento da reestruturação produtiva e do neoliberal, nos anos de 1990.

Naquele contexto, os sindicatos passaram a disputar as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), as Comissões de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e constituir delegados de base com estabilidade garantida em Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho, entre outros mecanismos necessários para democratizar as relações de trabalho e lutar por melhores condições de trabalho e vida no chão da fábrica.

Diante da atual conjuntura, a ação sindical no local de trabalho é fundamental para conter a ofensiva ultraliberal contra a vida dos trabalhadores. A reforma trabalhista em curso atinge frontalmente as formas de organização e financiamento da estrutura sindical montada pelo getulismo. Nesse sentido, sindicatos pouco representativos e com baixo enraizamento no local de trabalho terão enormes desafios para resistir tais mudanças, tendo em vista a defesa dos interesses dos trabalhadores.

Por esta razão, o tema da organização sindical por Ramo de atividade econômica, concebido pela CUT, pode ganhar maior relevo no debate sobre estratégia sindical dos trabalhadores. Enquanto que a organização sindical por categorias profissionais, tal como ainda se encontra na CLT e na Constituição Federal de 1988, tem se revelado cada vez mais insuficiente para lidar com o processo de terceirização e com as mudanças de parâmetro na negociação coletiva.

Daí o reconhecimento do papel estratégico da formação sindical fomentar o debate sobre formas de organização que fortaleçam a solidariedade de classe e a unidade dos trabalhadores, a partir da vontade e nível de consciência da classe que vive do trabalho.

 

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